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Arquivo do mês: dezembro 2011

Novo

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Deixarei as histórias pra depois. Agora é hora de olhar pela janela e ver o Sol se pôr. Mas alguns dias, acabou. No outro segundo, começou. E quem disse que importa? Esquece da chuva que caiu, hoje o Sol entra pela janela. Amanhã se ele entrar pela janela talvez eu não sinta tanto frio. E a vida que esquecer da gente, parou um instante de repente, só pra admirar a multidão que contempla o Sol, que jura voltar.

Onde mora a saudade sempre chove, uma chuva tão fina que não se vê. Mas também é sempre que o tempo vira, a esperança assume esse céu, e o Sol colore o dia.

Agora o Sol some atrás dos prédios, as estrelas salpicam o negro céu, que não é nem tão negro assim. E um vento fresco vai passando, então já é hora de voltar. Se venta os meus cabelos voam, em ondas confusas e desconexas, para alguns lugar que desconheço. Cinco horas para um novo dia, mais 24 para um novo ano, mas quantas outras para nova vida?

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Vermelho

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Rosas. Vermelhas. Rosas vermelhas fitadas por um olhar marrom distante, que via no vermelho a vida correndo. Vermelho de sangue, pulsante e quente. Quando a vida se acaba o vermelho vai deixando o corpo, lentamente e lamenta o frio. Vermelho nas flores, cabelos e unhas. Puro, alaranjado, escuro. Vinho caindo na taça. Sempre tinto, geralmente suave. Acende-se a luz, para-se. Vermelho que detêm, vermelho que pune. Em caso de emergência, aperte o botão. Na música, um homem pede que ela não ligue a luz. É cor, sabor, ideia, sugestão. É vermelho.

Passa vento

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Nas horas estranhas na noite,
nos dias que vem e que não,
na falta da brisa e da calma
e também na falta do chão.

Por onde é que você tem andado?
Não sei onde vou te encontrar.
Mas resta no amor a ressalva
de sempre aqui lhe carregar.